segunda-feira, 25 de julho de 2011

Rotavírus


Terça-feira, 19 de Julho, aniversário de mamãe em Monte Aprazível, dia de labuta normal em Curitiba.
Participo de um treinamento de manhã, almoço, vomito, continuo enjoada, volto pra casa.
Vomito em casa.
Tenho febre.
Quarta feira, como pão, vomito, como canja, vomito, vou ao hospital, tomo soro, durmo. Acordo, vomito.
Estou com virose, concluo. Costumo acertar em diagnósticos básicos.
Você está gravida? Não, com virose.
Faço um teste, por via das dúvidas, de sangue, já que os de farmácia dão positivo até em cachorro macho.
Não estou com virose, mas meu filho poderá se chamar Rotavírus, tendo sido a primeira forma, como me referi a pequena azeitona que habita meu ventre.

Choque passado... sim, estou carregando uma azeitona!!!!!! Mais sobre a recente descoberta em breve!

Por Nathália. Em duas.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Encosto - o retorno

E ai que o espirito opressor retornou com o nome Inferno Astral já que me encontro a 10 dias de completar 26 primaveras. Mais perto dos 30 que dos 20, como mencionado pelo amigo Carlos Emil.
Suelen me avisa que chega meia noite em Curitiba. Oriento que me ligue para que eu abra a porta, já que Alsácia e Lorena estao dormindo na cozinha e o interfone toca na cozinha, logo não escuto atraves da porta fechada.
Suelen chega e não liga no meu celular, conforme orientação. Ela toca o interfone. Eu não escuto.
1 da manhã, um vizinho bate na porta.
"Nathália, tem uma moça GRITANDO SEU NOME no portão."
Suelen.
Saio do predio, apertando o botao da porta automatica. Me esqueço que de fora pra dentro, precisa de chave. Não tenho a chave.
1 e 15 da manhã, estou pulando o muro da garagem.
Durmo.
De manhã, Suelen toma banho enquanto eu alimento os animais.
Suelen sai do banho e diz "que chuveiro gostoso né?"
Concordo, orgulhosa.
Entro no banho, passo xampu no cabelo, água fica gelada. Saio do banheiro de toalha e cabeça ensaboada. Fuço na maçaneta no gás, volto pro banheiro, agua gelada. Vou até o dispositivo do gás do lado de fora. 10 graus ambientes, de toalha e cabeça ensaboada. Fuço na maçaneta externa do gás. Volto pro banheiro, agua gelada. Lavo a cabeça na agua gelada, Suelen esquenta 2 panelas de água. Termino o banho de caneca.
Chego atrasada.
Colega nota as fotos das minhas filhotinhas no celular e pergunta:
- Que lindas, como chamam?
- Alsácia e Lorena.
- Não conheço, preciso ler mais revistas de moda.
- oO Que tal a Barsa?
Trabalho até as 9, a cafeteria fechou, sinto fome.
Chego em casa, Lorena rolou no cocô.
Limpo o cocô do chão. Limpo cocô da Lorena.
Durmo.

CHEGA LOGO 30 anos!!!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Encosto

Boa noite gente linda,

Hoje eu acordei atrasada.


Aí o meu pneu furou.


Mas susse, pq o papi trocou os 2 pneus de trás há exatos 22 dias e eu tenho uma garantia de 5 anos + 12 meses da DPaschoal, e ainda tem 5 anos + 11 meses + 8 dias, aí eu fui la:


Eu - Oi moço, meu pneu de tras ta furado, mas ta susse pq é novo e eu tenho essa garantia de 5 anos +12 meses escrito aqui nesse cartão ó, então pode trocar tá?


MoçodaDPaschoal - Moça, isso aqui cobre defeito de fabricação.


Eu - Mas deve ser defeito de fabricação, eu desvio de buraco (NOT)


MoçodaDPaschoal - Não moça, é um prego


Eu - oO


Fui almoçar no shopping, de pneu remendado, pra carregar o meu VR e descobri que esqueci minha carteira em casa. Com tudo, dinheiro, cartão, carteira de motorista e VR.


Pedi meu pedido, fui esperar na mesinha, pendurei minha bolsa-saco-presente-do-Fravio de 5 kg no assento da cadeira, a bolsa caiu, a cadeira caiu, eu não vi e caí. Tudo no chão. Bolsa, cadeira, bunda, menos as pernas... que ficaram pra cima


Fim.


-Por Nathalia - que tem encosto e dorme tranquila todos os dias.

domingo, 20 de março de 2011

Love and Other Drugs

Jamie: I have never known anyone who actually believed that I was enough till I met you. And then you made me believe it too. So, unfurtunaly, I need you, and you need me.

Maggie: No, I don't.

Jamie: Yes, you do.

Maggie: No, I don't.

Jamie: Yes, you do.

Maggie: Stop. Stop saying that.

Jamie: You need someone to take care of you.

Maggie: No I don't.

Jamie: Everybody does.

Maggie: I'm gonna need you more than you need me.

Jamie: That's ok.

Maggie: No, it's not. It isn't fair. I have places to go.

Jamie: You'll go there. I just may have to carry you.
_

Por Luisa.

Versões

Não sei se é o peso dos quase 12 meses sem vê-la, o fuso horário ou nossas agendas cheias, mas tenho sentido mais falta da versão 4 anos mais nova, cabeluda e despreendida de mim.
Tomo a liberdade de reproduzir:

" Hermanos y família lejana: desde pequena tive contato com jovens estrangeiros do programa de intercâmbio do Rotary. Quando a hermana foi pros Estados Unidos em 2002, quem ficou no lugar dela dividindo quarto comigo em Monte Aprazível foi a Athenea, nossa mexicana carinhosamente apelidada Tetê. Depois passaram pela família e coração o pão alemão Vinzent, o às vezes muito irritante americano Josh e depois foi a minha vez, tive quatro famílias na África do Sul e me substituiu no Brasil Ana Banana, depois ainda adotamos o Samuca, canadense que chamava o cachorro Maizena de amigo do milho. Quando fui aceita na UNAM entrei em contato com a Athenea, que no momento mora em Londres, e ela me apresentou pra sua prima Rebeca, que mora aqui na Cidade do México e me adotou como prima desde que cheguei. O irmão dela, o Hector, tinha um quarto vazio na sua casa e me mudei pra cá, logo ele foi pra França estudar e desde então moro aqui com a Rebeca. Enfim, toda essa história pra contar que essa foi a semana de re-encontrar a família lejana. Quinta-feira eu e a Rebe passamos horas conversando numa vídeo-conferência com o Hector, sua namorada, a Athenea e sua irmã em Paris. Ontem encontrei o Vinzent no centro da Cidade do México e fomos passear por Coyoacán, hoje cedo ele partiu pra sua viagem pelo México antes de ir pro Brasil visitar a família. Quando o apresentei pra Rebeca ela entendeu tudo: Entonces somos primos también!"

- Por Marina Paschoalli por Nathalia Paschoalli

quarta-feira, 16 de março de 2011

Paschoalli 1 e Paschoalli 2

Há 25 anos atrás, papai e mamãe fizeram um... papai e mamãe (hahaha, me dói a barriga de rir) e eu brotei.
4 anos depois, veio a panceps.

marina diz:
que me conta ermã?
babo disse que voce só fala mal d emim
Nathalia. diz:
papai quer semear a discordia
liga pra ele nao
ta mei ocioso
te amo
ah, mas eu falei q vc enterrou na areia
hahahaha
marina diz:
mas como assim enterrou na areia?
é tipo uma expressão isso? da tati quebra barraco, vai me enterrar na areia nao nao vou atolar?
Nathalia. diz:
HAHAHHAHAHAHAHAHHA
nao loser
falei q vc enterrou seus documentos na areia
pra achar depois
entendeu?
marina diz:
mas porque eu faria isso?


Por que?

- Por Nathalia, para Marina. Por que?

terça-feira, 15 de março de 2011

Um dia da caça e o outro da minhoquinha

Acho que um ano depois, já me sinto distanciada o suficiente pra escrever sobre a minha segunda semana de trabalho. Não tão distanciada quanto nosso amigo Fiuk, que acaba de lançar seu livro de memórias (se eu soubesse aquele efeito de escrever uma palavra e riscar em cima tipo a minha irmã, a palavra "póstumas" estaria aqui) aos 15 anos, mas ainda assim...
Eis que eu me encontro na Capital do Planalto Médio, Passo Fundo, maior cidade do norte do Rio Grande do Sul, com o meu mais novo chefe e meu querido par, numa reunião com donos de caminhão.
Sim, senhores, 5 anos de Direito pra isso.
Feita a reunião, nos convidaram para um típico churrasco na cidade vizinha (80 km de distancia na pista simples), Erechim.
Cervejinha vai, potencia do motor de caminhao vem, aumento de frete bláblá e eis que eu escuto o seguinte diálogo:
Chefe - É que nós estamos no hotel em Passo Fundo né...
Proprietário 1 - A gente pode levar ela de volta pra la e depois voltamos aqui.
Considerando que a unica "ela" ali era eu, deduz-se que estavam sim, falando de mim
Chefe - Mas será? 160 km, vai ficar tarde...
Proprietário 2 - Ah, mas vcs nao podem ir embora daqui sem conhecer!
Chefe - Ah, mas ela é super parceira, acho que podemos levá-la tb...
Proprietário 1 - oO expressão de choque
Proprietário 2 - oO expressão de espanto
Proprietário 3 - oO expressão de vc-só-pode-estar-me-zuando-brother
Sim, caros amigos, 2 semanas de trabalho e eu estava a caminho de uma casa de tolerância gaucha.
E qual não é a minha surpresa ao me deparar com 20 moças semivestidas, parecendo daquelas que a gente ve nas capas das revistas. O que não é de se espantar, já que no RS, Gisele Bundchen dirigia um trator e as mocinhas de dentro das cabines dos pedágios parecem top models.
Belê, em puteiro mulher nao paga nada pra entrar mesmo e Proprietário 1 quis fazer o bonito com os brothers e lhes tomou as respectivas comandas na entrada, informando que a festa era por conta dele (o que não inclui, and I quote "sobremesa") -sim, amigas e feministas de plantão, desejei uma bigorna na minha cabeça ao ouvir a expressão, mas não podemos ignorar que eu estava no meretrício.
Galera chocada com a beleza das moçoilas, dançando daquele jeito de menino hétero na balada, meiquencostado no canto, levantando um pé de cada vez e com copinho de bebida na mão pra disfarçar, e Proprietário 1 recitando Odair José em "eu vou tirar você deste lugar/eu vou levar você pra ficar comigo/e não me interessa o que os outros vão pensar" pra uma senhorita de verde e é aí que começa a bizarrice.
A moça era a do show daquela noite. De repente some e reparece num semi palco com um poste no meio, vestida de marinheira/enfermeira/bombeira/nao-tenho-muita-certeza-devido-ao-pouco-pano e começa a se rebolar toda, pendurar no postinho de formas que, sinceramente, nunca achei possíveis e puxa nosso amigo Proprietário 1 pro palquinho também.
Ele até que se faz de rogado no começo, mas depois arrisca umas reboladelas para o delírio da moçada.
Ela arranca-lhe a camiseta, puxa-lhe as calças e ele fica ali, deitadinho no chão assim mesmo, de zorbinha branca e meias pretas (sim, pretas) se achando o Rei da Bala Chita.
Sacode aqui, rebola ali e dá-lhe um cuecão.
Não não, você leu corretamente, DEU-LHE UM CUECÃO. Do Aurélio "passar suas calças por cima da sua propria cabeça com você ainda dentro delas".
Sim leitor, pegou-lhe pelo cu das calças e as transpassou, nada gentilmente, pelas suas orelhas.
E O PIOR, o moço só tinha uma minhoquinha pra exibir.
E quando a bizarrice parecia ter um fim, eis que ele some. Não está no banheiro, não está nos cantinhos, o carro não está nem mais lá e ninguém viu. Ninguém viu, ninguém conhece, universo paralelo e fim.
Aí você pensa, "natural, se sentiu humilhado perto dos coleguinhas, saiu à francesa, nada melhor que um dia após o outro pra curar a ressaca moral e pá", mas vamos recapitular o começo da história? Quando ele, querendo fazer o bonito, surrupiou as comandas da galera?
E se na balada você não sai sem comanda, quem dirá no puteiro!!
Caros, nem DJÔ, com meu charme e persuasão de bacharel em Direito (tá, prestei uma vez não passei, desisti, get over it), consegui convencer os 2 amigáveis senhores da portaria a nos deixar livres.
300 reais mais pobre e, com o perdão do trocadilho, PUTA, fomos embora.
Fim.
Há, mas se fosse o fim aí ainda, BELEZA.
São 3 da manhã, estou no carro com o chefe e o par, curtidos na vódega e no marlboro, pq o RS é o melhor estado do Brasil e ainda se pode fumar em estabelecimento fechado e, ao passar no posto homologado de Erechim, na saída para Passo Fundo, um carro conhecido.
Siiiiim, lá estava Minhoquinha, com o vidro do motorista semi aberto, um pouco de vômito escorrido pra fora e muito vômito escorrido pra dentro.
"Não estou acostumado a beber vodca", tentou justificar o moço enquanto eu pensava "só falta ele dizer que vodca diminui o pirulito também hihihi"
E meu querido par, coração mole que só, quis ficar pra ajudar o moço.
O chefe, de coração não tão mole, só conseguia pensar na cama do hotel que esperava a 1 hora dali.
Argumentaram como dois homens maduros, optaram pela melhor saída que seria ajudar Minhoquinha a achar sua propria casa numa cidade que nós mesmos não conhecíamos e voltaram para o hotel, como pessoas bacanas que são.
ARRAN.
Argumentaram como dois meninos da pré escola, não encontraram saída alguma, empurraram-se para fora do carro, um tirou o sapato e o outro a cinta e começaram a se bater. Não estou brincando, gente linda. Foi isso aí. E durou eu não sei quanto tempo, mas quando um voltou com as costas em carne viva depois de uma cintada de fivela pra dormir dentro do carro, Minhoquinha nem ali estava mais.
E aí fomos embora dormir.
ARRAN.
Enquanto um voltou pro carro, o outro disse que ia embora a pé. Pra Passo Fundo. Na Rodovia. Mas não. Foi se esconder e CHORAR like a little girl no meio das carretas estacionadas no posto de gasolina.
1 hora depois, muita conversinha e lagriminhas depois, ele se lembrou do par de balls que carrega no meio das pernas e aceitou ir embora.
Não posso dizer que o início não tenha sido uma profecia do que o ano de 2010 viria a ser.
Por hoje é só, pessoal.
- Paschoalli